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quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Permanência do Instável

Dia 16 de julho chega ao Museu de Arte Moderna de São Paulo a exposição "Roberto Burle Marx 100 anos: A Permanência do Instável".
Eu diria que esta esposição é simplesmente imperdível. Burle Marx (1909-1994) foi o maior gênio do paisagismo brasileiro. Além de pintor, ceramista, muralista e cenógrafo, interessava-se profundamente por botânica, o que o levou a organizar diversas expedições onde descobriu novas espécies de plantas e as catalogou juntamente com uma equipe formada por arquitetos paisagistas, botânicos e fotógrafos. Diazia que o objetivo principal da expedição é "ampliar o vocabulário jardinístico, através da descoberta de novas plantas", além de "valorizar a flora brasileira", renovando o "espírito dos viajantes europeus" oitocentistas, tais como Von Martius, Saint-Hilaire e Gardner.
Paisagista modernista, era comum em seu trabalho encontrarmos formas geométicas, composições com água, esculturas e o uso constante de plantas tropicais.
Autor de belíssimos projetos tais como o Parque do Ibirapuera, o Aterro do Flamengo, Pampulha e edifícios do Planalto Central. Aliás, foi visitando o Itamaraty que tive certeza da ramificação da arquitetura que eu iria seguir.
A exposição do MAM terá 180 peças entre pinturas em várias técnicas, desenhos, plantas e croquis, cenários, figurinos, decoração, documentos e filmes.


Projeto para o Palácio Capanema - 1938 - RJ

Desenho de 1929

Aterro do Flamengo

Projeto para o Parque do Ibirapuera - 1953 - SP


“Roberto Burle Marx 100 anos: a permanência do instável”
Curadoria: Lauro Cavalcanti
Abertura: 16 de julho de 2009, a partir das 20h
Visitação: 17 de julho a 13 de setembro de 2009
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
Horários: Terça a domingo e feriados, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Ingresso: R$ 5,50

segunda-feira, 21 de abril de 2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Construção da paisagem

Burle Marx com sua coleção de plantas em seu sítio Santo Antônio da Bica - déc. 70


Roberto Burle Marx foi o maior paisagista que o Brasil já conheceu. Sua trajetória de vida o colocou diante do modernismo desde cedo. Seus jardins são lugares belíssimos e emocionantes.

1909 - Nasce em SP. Mora na Av. Paulista e tem contato com a música desde cedo já que sua mãe, Cecília Burle, além de pianista, costumava abrir seu salon para músicos de passagem pela cidade.
1913 - Muda-se para o RJ no bairro do Leme. Ali, inicia sua primeira coleção de plantas. Tem grande apoio de seus pais. Seu vizinho, Lucio Costa, se torna um grande amigo por toda a vida e será o maior influenciador de sua carreira como paisagista.
1928 - Viaja com a família para a Alemanha para tratar problemas de visão. Em Berlim, toma contato com obras de Cézanne, Matisse, Braque, Klee, Picasso e Van Gogh. Ainda está em dúvida se deve seguir música, arquitetura, pintura ou paisagismo. Começa a ter aulas de canto e inicia um curso de desenho e pintura. Mas foi visitando o Jardim Botânico de Dahlem que a vocação de paisagista começou a falar mais forte.
1929 - Retorna ao Brasil
1930 - Se matricula na Escola de Belas Artes no RJ. No fim desse ano, Lucio Costa, Diretor da Escola, o convence a se transferir para o curso de pintura. Lá, convive com, Oscar Niemeyer, os irmãos Roberto, Portinari, José Lins do Rego, entre outros grandes intelectuais.
1932 - A convite de Lucio Costa, realiza seu primeiro jardim. O projeto da residência da família Schwartz era do próprio Lucio e de Gregori Warchavchik. Faz, também a convite de Lucio, o jardim da casa Ronan Borges. Estes dois projetos lhe proporcionam o convite para assumir o cargo de diretor de Parques e Jardins do Recife.
1934-1937 - Projeta em Pernambuco seus primeiros jardins públicos. Faz suas primeiras expedições para coletar espécies para que seus jardins sejam adaptados ao local onde são implantados.
1938-1940 - Se integra ao movimento moderno brasileiro completamente. Começa a ser reconhecido no exterior. Projeta o jardim do MEC - RJ.
A partir deste período, começa a ficar extremamente conhecido no Brasil e no exterior e faz obras magníficas como a calçada de Copacabana no Rio, os jardins dos edifícios projetados por Niemeyer em Brasília, seu sítio no RJ, entre muitas outras.
1994 - Falece após uma recuperação muito difícil de uma cirurgia no baço.

Alguns de seus jardins:

Jardim suspenso do Ministério da Educação e Saúde - 1937

Calçadão da Av. Atlântica - RJ - 1970

Residência Odette Monteiro - 1948

Residência Odette Monteiro - 1948

Residência Odette Monteiro - 1948

Residência Odette Monteiro - 1948

Residência Odette Monteiro - 1948

Aterro do Flamengo - MAM - RJ - 1948

Aterro do Flamengo - MAM - RJ - 1948

Aterro do Flamengo - MAM - RJ - 1948

Aterro do Flamengo - MAM - RJ - 1948

Itamaraty - Brasília - DF - 1965

Itamaraty - Brasília - DF - 1965

Itamaraty - Brasília - DF - 1965


Algumas de suas obras como artista plástico:


1961

1967

1972

1972

1973

1987

1991

1993